Contrato de R$ 6 milhões da Hayasa Florestal é ignorado pelo MP em investigação
Porto Alegre — Um contrato internacional no valor de R$ 6 milhões, firmado pela empresa Hayasa Florestal, não foi analisado pelo Ministério Público durante a investigação que resultou na prisão de Sidney Hayasa. O documento, que inclui um adiantamento já pago de R$ 200 mil, foi apresentado pela defesa e aponta operações regulares da empresa no mercado externo.
Segundo a defesa, o MP não solicitou os extratos da conta da Hayasa Florestal e não realizou buscas no endereço da empresa, apesar de o contrato apontar movimentações financeiras compatíveis com atividade empresarial legítima.
O documento, assinado por empresa chinesa parceira, prevê fornecimento de madeira e operações contínuas, sendo considerado pela defesa como prova de que os valores movimentados por Sidney são lícitos e vinculados ao setor florestal.
O que diz a defesa
Advogados afirmam que a omissão do Ministério Público reforça a tese de que a acusação apresentou “uma fotografia incompleta e distorcida da realidade”, deixando de analisar documentos que poderiam afastar supostas irregularidades financeiras.
Eles argumentam ainda que este contrato é “apenas um dos vários ativos da empresa”, e que a investigação ignorou toda a estrutura empresarial do grupo.
Próximos passos
A defesa prepara nova petição para anexar o contrato e pedir que os valores sejam considerados na reavaliação da prisão preventiva. O caso segue tramitando na 1ª Vara Especializada em Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, em Porto Alegre.